Viver sem glúten é o mesmo que comer sem glúten?

Num primeiro momento, pode parecer que sim, já que excluir o glúten da alimentação implica em abrir mão de muitos alimentos que fazem parte do hábito alimentar das pessoas, inclusive no Brasil, onde o trigo só chegou relativamente há pouco tempo (trazido pelos europeus, após a chegada de Cabral). Atualmente-se come trigo (a principal fonte de glúten do brasileiro, que não tem muito hábito de consumir centeio ou cevada – a não ser na forma de cerveja) em praticamente todas as refeições e por isso, ao exclui-lo da alimentação, num primeiro momento, fica a impressão de que se está vivendo sem glúten.

E por que tanta gente cortando glúten?

Os motivos são vários e talvez o de maior apelo seja a possibilidade de perder peso, como já falei nesse post aqui, inspirando-se nas celebridades que afirmam ter conseguido (e as bancas de jornal estão cheias de reportagens, cardápios e receitas que incentivam cada vez mais os leitores a tirar o glúten!). Há quem corte o glúten por ter iniciado alguma dieta detox ou por aderir à dieta Paleolítica ou a dietas low carb (como a do Atkinks ou a Dukan, que so permite aveia num dado momento), sem esquecer aqueles que fazem a dieta e adotam um estilo de vida totalmente glúten free porque sua vida depende disso, como celíacos, alérgicos ao trigo e sensíveis ao glúten.

A incidência das desordens relacionadas ao glúten (as quais já abordei aqui, aqui, aqui e aqui) parece estar aumentando cada vez mais, seja porque as pessoas estão mais atentas aos sintomas e tem procurado mais os médicos, seja porque realmente o consumo excessivo das fontes de glúten esteja desencadeando as desordens nas pessoas geneticamente predispostas, seja porque atualmente há uma tendência em colocar todos os nossos males na conta do glúten (deixando de pesquisar outras possíveis causas). Enfim, o fato que hoje em dia, muita gente come sem glúten.

Mas a questão é… será que só eliminar da dieta os alimentos que são fonte de glúten é suficiente?

Para quem tem alguma desordem relacionada ao glúten, definitivamente não é !!! E não é porque o glúten podem estar escondido nas mais diversas formas, e mesmo pequenos fragmentos já são suficientes para causar estrago nessas pessoas (eu me incluo aqui porque eu tenho doença celíaca) e eu me inspirei no post da Raquel Benati, na página Rio Sem Glúten:

Vida sem glutenViver sem glúten implica em cuidar de muitos detalhes como forma de preservar nossa saúde, pois estudos científicos, como esse aqui mostram que a exposição à contaminação por glúten continua inflamando o intestino e provocando sintomas, entretanto, a inflamação pode persistir mesmo na ausência de sintomas e este acaba sendo o maior perigo, pois sem sintomas, as pessoas tendem a se descuidar.

E qual o problema desses descuidos? O grande problema está no risco aumentado de consequências mais graves como a doença celíaca refratária e o linfoma intestinal, passando por outras doenças autoimunes, que podem “pegar uma carona” na DC, infertilidade, osteoporose, anemia crônica, deficiências nutricionais diversas, fadiga crônica, etc…

E como evitar tudo isso, já que (segundo algumas pessoas) seguir a dieta sem glúten já é difícil, que dirá viver completamente sem glúten?

A primeira coisa a fazer (e o alerta também se destina aos profissionais de saúde) é investigar se a pessoa não possui nenhuma desordem relacionada ao glúten ANTES DE INICIAR OU DE INDICAR A EXCLUSÃO DE GLÚTEN! Pois uma vez que o glúten é excluído, as chances dos exames negativarem e de não se fechar um diagnóstico, são muito grandes.

Há quem diga “pra que sofrer com exames se você simplesmente excluir o glúten e viver melhor“? E eu até concordaria com isso, se as diferenças entre excluir o glúten e viver verdadeiramente longe desta proteína não fossem tantas.

Sem um diagnóstico fechado, as pessoas acabam se sentindo mais “livres” para fazer a dieta da forma que acham mais fácil, sem grandes preocupações com a contaminação e sem grandes estresses com a família, amigos e sem tantos impactos na vida social, entretanto, os impactos no futuro podem ser muito sérios e irreparáveis…

Assim, sugerimos sempre que os exames sejam feitos antes e que as pessoas evitem cortar o gluten por conta própria, sem a devida orientação de um profissional de saúde.

Cuidado: Alergia a Lactose pode matar!

É isso mesmo que você leu! Alergia a lactose pode matar! Mas mata é pela desinformação e por suas consequências…

Explico: Alergia a lactose não existe, simplesmente porque alergia pressupõe que nosso sistema imunológico esta produzindo anticorpos contra um antígeno qualquer. Em se tratando de alimentos, os antígenos são as proteínas alimentares, não sendo possível (pelo menos não que a Ciência saiba até o presente momento) produzir anticorpos contra carboidratos, como é o caso da lactose.

A lactose é um carboidrato (ou açúcar), mais precisamente um dissacarídeo, pois é formado pea ligação de 2 monossacarídeos. Assim, a lactose é um carboidrato, formado pela ligação de 2 outros carboidratos menores: a glicose e a galactose, e a enzima lactase tem justamente a função de quebrar esta ligação, liberando a glicose e a galactose:

Lactose e lactase

Então, das duas uma: ou se tem intolerância a lactose (IL), que é a falta (ou baixa produção) da enzima lactase (como já expliquei nesse post: https://nutricionistajulianacrucinsky.wordpress.com/2015/05/14/intolerancia-a-lactose-intolerancia-ao-leite-ou-alergia-as-proteinas-do-leite/) ou se tem alergia às proteínas do leite de vaca (APLV). 

O grande problema, é que muitas pessoas usam (equivocadamente) o termo lactose como sinônimo de leite e aí é que começa a confusão, pois muitos produtos com a alegação “sem lactose”, realmente o são*, porém possuem as proteínas do leite, prejudiciais às pessoas alérgicas a elas. Os quadros de alergia alimentar são sempre mais complexos e podem levar a anafilaxia e morte, coisa que a intolerância a lactose não faz, felizmente.

Assim, é preciso estar atento e procurar saber com o médico qual o diagnóstico correto, se é intolerância a lactose ou se é alergia às proteínas do leite, para que a dieta seja feita corretamente, pois no caso de alergia, TODOS os derivados do leite e todos os produtos contendo traços de leite precisam ser evitados. Na IL, basta reduzir a quantidade de lactose ingerida, pois os traços não costumam causar nenhum tipo de problema.

* Produtos sem lactose podem ser:

  1. Produtos naturalmente isentos de leite (ex: suco de fruta)
  2. Produtos cujo teor de lactose foi reduzido naturalmente durante o processo de fabricação (ex: manteiga, queijos envelhecidos)
  3. Produtos a base de leite, que receberam adição da enzima lactase (ex: leites zero lactose, iogurtes zero lactose, etc)

Alergia x Intolerância alimentar

São condições distintas, mas que ainda causam muita confusão, devido à semelhança de alguns sintomas e porque muitas vezes o alimento em questão é o mesmo, como ocorre com o leite de vaca, o qual pode causar alergia em algumas pessoas e intolerância (à lactose – o açúcar do leite) em outras. É muito importante saber diferenciar as duas condições, pois o tratamento médico é diferente e as medidas dietéticas também. 

Intolerância alimentar é uma reação adversa provocada por reações tóxicas, farmacológicas, metabólicas ou por substâncias químicas presentes num determinado alimento. Geralmente nas intolerâncias há alguma deficiencia enzimática envolvida, como é o caso da intolerância a lactose (IL), mas podem ocorrer reações a aditivos químicos, como corantes e conservantes, por exemplo, presentes no alimento.As intolerâncias alimentares são reações adversas à ingestão de um determinado alimento, mas que não envolvem o sistema imunológico, ficando suas reações restritas, principalmente, ao trato gastrointestinal, apesar de em menor proporção e sempre de forma indireta, poderem afetar o sistema respiratório e a pele, o que acaba gerando muita confusão com os sintomas da alergia alimentar. As intolerâncias mais comuns estão relacionadas aos carboidratos, como a lactose (açúcar do leite), na qual o organismo acometido não produz, ou produz em pequenas quantidades a enzima lactase, responsável por sua digestão. Como a lactose não é digerida, fica intacta na luz intestinal, sendo fermentada pelas bactérias intestinais, provocando o surgimento de gases, cólicas intestinais e diarréia, por exemplo. Neste caso, o tratamento é diferente daquele preconizado para alergia ao leite de vaca, pois o paciente pode necessitar de uma suplementação da enzima lactase, além de precisar reduzir ou mesmo eliminar (nos casos mais sensíveis) da alimentação as fontes de lactose. Entretanto, na maioria dos casos, não é necessário excluir totalmente os laticínios. Além da IL, também pode ocorrer intolerância outros carboidratos, como a frutose, à sacarose (açúcar), aos frutanos, e aos galactanos.

alergias

alergia alimentar é uma reação geralmente mediada pela imunoglobulina E (IgE), em resposta a uma proteína alimentar normalmente não prejudicial, mas que em determinadas pessoas (conhecidas como atópicas) são reconhecidas como agressores. As reações alérgicas, normalmente ocorrem instantaneamente ou em até 24 horas após a ingestão do alimento, e sua gravidade varia desde efeitos suaves e quadros potencialmente fatais. A exposição a estas proteínas ocorre pela ingestão do alimento, e mais raramente, pela sua inalação (quando as proteínas entram em contato com a mucosa nasal) e por contato com a pele. Estas reações podem ser definidas com uma resposta anormal do organismo à presença de uma proteína que em indivíduos não predispostos a alergia, não correria. As alergias alimentares ocorrem com mais freqüência em indivíduos que já apresentam algum tipo de alergia, como as respiratórias, e acomete mais frequentemente crianças pequenas, principalmente as que não foram amamentadas com leite materno ou que receberam outros alimentos precocemente, e tende a desaparecer ou diminuir sua intensidade com o passar dos anos.

Diversos sintomas (cutâneos, respiratórios, cardiovasculares e gastrintestinais) podem ocorrer durante uma reação alérgica, porém as mais freqüentes são as cutâneas e respiratórias. Em casos mais graves ocorre anafilaxia, uma resposta aguda a ingestão de um alimento, que pode incluir dor abdominal, náusea, vômitos, cianose (extremidades arroxeadas), queda na pressão sangüínea, dor torácica, urticária, diarréia, choque e morte, caso o paciente não seja socorrido a tempo. Os alimentos mais relacionados à alergia alimentar são o leite de vaca (principalmente quando utilizado precocemente como substituto do leite materno), peixe, amendoim, nozes, soja entre outros, entretanto, qualquer alimento rico em proteínas pode vir a provocar alergia alimentar.

Diversos fatores, como hereditariedade, exposição ao alimento no período pré (durante a gestação) ou pós-natal (desmame precoce, por exemplo, ou através do leite materno, quando a mãe ingere um alimento potencialmente alergênico), permeabilidade intestinal aumentada (o que favorece a passagem de fragmentos de proteínas, que poderiam causar a reação alérgica) e fatores ambientais, como a exposição microbiana.

E por falar em aumento de permeabilidade intestinal, quando a mesma está presente, os riscos de desenvolver hipersensibilidade alimentar (respostas alérgicas mais tardias, de menor intensidade que a anafilaxia, geralmente associadas a alimentos consumidos em grande quantidade e/ou com muita frequência), não mediada por IgE, aumentam bastante.

E também não podemos esquecer que existem outras reações adversas aos alimentos, não mediadas nem por IgE, e nem por IgG, como é o caso da FPIES (do inglês, Food Protein Induced Entecolitis Syndrome), a Síndrome da Enterocolite Induzida Por Proteína Alimentar, uma reação alérgica que ocorre no trato gastrintestinal. A FPIES pode se manifestar logo nas primeiras horas de vida do bebê ou mais tardiamente, quando a alimentação complementar é iniciada, sendo os alérgenos mais comuns, o leite de vaca e a soja, mas qualquer alimento (mesmo aqueles supostamente hipoalergênicos, como. arroz e aveia) podem causar uma reação.

Diferentemente da maioria das Alergias Alimentares, as reações FPIES começam 2 horas após a ingestão do alimento gatilho. Se caracterizam por vômitos abundantes e diarréia, e cerca de 20% dos casos (quando a reação é muito grave) pode evoluir para choque hipovolêmico, sendo necessário precisará ser levada ao Pronto-Socorro para tratamento imediato. Por volta de 75% das crianças apresentarão episódios AGUDOS no diagnóstico, enquanto 25%, terão sintomas CRÔNICOS, que se resolvem após evitar o alimento por aproximadamente 1 semana.

O tratamento dietético consiste na exclusão total do alimento responsável pela alergia e de preparações elaboradas com este alimento. Por exemplo, no caso de alergia à proteína do leite de vaca, é necessário excluir o leite e derivados da alimentação, assim como bolos, biscoitos, purês, etc, preparados com leite e seus derivados.

Sites consultados:

http://www.fpiesbrasil.com.br/

http://www.sbai.org.br/

http://www.semlactose.com

http://www.girassolinstituto.org.br/site/

http://formsus.datasus.gov.br/novoimgarq/16061/2420660_218117.pdf

Intolerância a lactose, intolerância ao leite ou alergia às proteínas do leite?

Em muitos estudos científicos, a ALV (alergia ao leite de vaca) é também chamada de “Intolerância ao leite de vaca” (do inglês; “intolerance of cow’s milk”). Apesar de muitos autores utilizarem esta expressão nos artigos, geralmente o foco da pesquisa são as reações alérgicas. Assim, é muito importante, ao traduzirmos tais artigos, termos cuidado para erroneamente não chamarmos a intolerância ao leite de intolerância a lactose, pois tratam-se de duas condições distintas, que necessitam de cuidados em graus diferentes. Muitas vezes, os sintomas de ALV e de IL são os mesmos (diarréia, desconforto e dor abdominal, por exemplo) e o médico e os pesquisadores podem usar a expressão “intolerância ao leite” para classificar o quadro clínico que ainda não foi totalmente esclarecido. Fechar um diagnóstico não é tarefa das mais fáceis, já que muitas doenças podem se manifestar com os mesmos sinais e sintomas e que ainda podem variar de uma pessoa para outra! E nem sempre os testes para diagnóstico de alergia apresentam resultados positivos, pois avaliam somente as alergias mediadas pelas imunoglobulinas da classe IgE. Se estivermos diante de alergias não mediadas por este tipo de anticorpo, os resultados não ajudarão muito e será necessário fazer o teste clínico, com exclusão e posterior re-introdução dos alimentos.

No caso de uma suspeita de ALV, porém, antes da realização dos exames ou mesmo mediante um resultado negativo associado a um quadro clínico sugestivo de alergia, o profissional poderá classificar a doença como “intolerância ao leite”, já que ainda não dispõe de dados “concretos” para afirmar que trata-se de alergia.

E qual a diferença entre Alergia ao Leite de Vaca e Intolerância a Lactose?

A alergia ao leite de vaca (ALV) e a intolerância à lactose (IL) são duas condições diferentes, apesar de causadas por um alimento em comum ( o leite) e de apresentarem sintomas semelhantes. 

A IL ocorre porque o organismo não produz ou deixa de produzir a enzima lactase, responsável pela digestão da lactose (açúcar do leite). Em conseqüência, a lactose se acumula no intestino, para onde atrairá água, será fermentada pelas bactérias, com formação de gases, provocando diarréia, cólicas, distensão abdominal, e desconforto. Em alguns casos, não há diarréia, apesar da dor e do desconforto abdominal. Convém lembrar que o ser humano é o único mamífero que continua ingerindo leite após o período desmame, ocasião em que a produção da lactase diminui. Essa diminuição não caracteriza nenhuma doença… é o padrão do ser humano. Padrão esse que foi moldado ao longo dos milhões de anos de existência dos nossos ancestrais. Somente algumas populações, como os nórdicos, por exemplo, em função da necessidade de manter níveis adequados de cálcio e de vitamina D e em função da pouca exposição a luz solar e baixa disponibilidade de outros alimentos, é que foram se adaptando a ingestão de laticínios ao longo da vida, culminando numa mutação genética, que passou a permitir a digestão da lactose até idades mais avançadas. Porém, em todo o mundo, cerca de 65% das pessoas não possuem essa mutação, e portanto, não são capazes de digerir adequadamente a lactose na idade adulta. Mas o que caracteriza a intolerância a lactose, propriamente dita, é a presença de sintomas associados a ingestão de laticínios, pois mesmo pessoas com baixa produção da enzima, ainda são capazes de tolerar pequenas quantidades deste carboidrato diariamente.

A IL pode ser congênita, um caso raro no qual o bebê já nasce sem produzir a enzima lactase e começa a apresentar os sintomas após as primeiras mamadas, pois o leite materno é o que possui a maior quantidade de lactose, quando comparado com os leites de outras espécies.

Há também a IL secundária, que afeta indivíduos que nunca foram intolerantes, após gastroenterites, radioterapia ou quimioterapia, doenças inflamatórias intestinais, doença celíaca, etc. Nesses casos, a IL pode ser transitória ou não, dependendo dos fatores genéticos, mas geralmente a IL tende a piorar com a idade.

A ALV é provocada pelas proteínas presentes no leite, identificadas pelo sistema imunológico como um agressor, um agente estranho que precisa ser combatido. A partir da ingestão destas proteínas o sistema imunológico desencadeia uma verdadeira guerra contra os “agressores”, e esta guerra é a responsável pelos sintomas – diarréia, distensão abdominal, flatulência e ainda: lesões na pele, como urticária e coceira, sintomas respiratórios, inflamação da mucosa intestinal e até pequenos sangramentos intestinais.

Ao contrário, a ALV tende a ser pior nos primeiros anos de vida e seus sintomas podem se suavizar (ou mesmo desaparecer) com o passar dos anos. Muitas vezes esta alergia é desencadeada quando o bebê menor de 6 meses recebe leite de vaca em substituição ao leite materno, principalmente se for filho de pais alérgicos. O uso de fórmulas infantis (muitas vezes dentro da própria maternidade, poucas horas após o nascimento) pode contribuir para o surgimento da alergia e por tal motivo, é importante incentivarmos o aleitamento materno, sempre que possível!

O aparelho digestivo dos bebês está preparado para digerir somente o leite materno, que é um alimento de fácil digestão, contendo proteínas que não causam alergia, mas em muitas situações a mãe não pode amamentar e acaba-se utilizando leite de vaca, no lugar de fórmulas específicas para a idade da criança. Nestes casos, como o intestino ainda não amadureceu o suficiente, ele acaba permitindo de proteínas inteiras ou fragmentos maiores de proteína sejam absorvidos, e ao entrarem na corrente sangüínea, desencadeiam o processo alérgico.

Após esse primeiro contato, toda vez que o leite for ingerido, o organismo agirá da mesma maneira, e os sintomas surgem novamente, porém, nem sempre o problema é percebido logo porque pode ser confundido com a IL ou com outras doenças ou mesmo alergia, mas a outros alimentos, como soja (ou leite de soja), trigo, aveia, etc.

Assim, é importantíssimo ser corretamente diagnosticado, porque o tratamento é diferente!

Na IL o componente que precisa ser excluído, ou pelo menos ingerido em menor quantidade (dependendo do grau de intolerância) é a lactose, enquanto que na ALV deve-se excluir totalmente a proteína e mesmo frações dela, pois até mesmo alimentos “contaminados” com proteínas do leite (os chamados “traços de leite”) podem desencadear o processo alérgico!

Referência Bibliográfica

Barbieri, D., Palma, D. “Gastroenterologia e Nutrição”. São Paulo: Editora Atheneu, 2001.
Heyman, M.B. “Lactose Intolerance in Infants, Children, and Adolescents”. Pediatrics 2006; 118; 1279-1286. Disponível em: www.pediatrics.org
Crittenden, R.G., Bennett, L.E. “Cow’s Milk Allergy: A Complex Disorder”. Journal of the American College of Nutrition. Vol. 24, Nº 6, 582S-591S.

Obs: Adaptação dos textos publicados anteriormente no site Semlactose – See more at: http://www.semlactose.com/index.php/2008/02/18/alergia-ao-leite-de-vaca-x-intolerancia-a-lactose/#sthash.rcCpti6y.dpuf